A tradução literal da palavra valuation, seria “valorização”, em português. Mas este termo vai muito além dessa simples tradução, valuation é um composto de diversas técnicas e métodos de avaliação, que permite estimar o preço de determinada ação, de uma empresa ou ativo de mercado.
O principal objetivo dessa ferramenta, é auxiliar o investidor a tomar a decisão mais segura e vantajosa em relação ao investimento que será realizado, abrindo espaço, também, para negociações juntamente à empresa — pois ele saberá os valores de forma mais precisa e realista, o que os compõem e como ajustá-los.
Dentre os métodos mais comuns de calcular o valuation de uma empresa, estão:
Fluxo de Caixa Descontado (FCD)
É capaz de trazer a valor presente, a capacidade da empresa de gerar riquezas no futuro. Ou seja, neste método, o valuation é feito levando em consideração os investimentos feitos em seus ativos operacionais, o seu custo de capital e os riscos do empreendimento. Geralmente, essa projeção é analisada pelos próximos 5 anos – o que nos leva a pensar, que não é um método eficiente para o cálculo de valuation de uma startup, uma vez que esse tipo de empresa não apresenta dados históricos para criar uma projeção confiável.
Curiosidade: Indicado para empresas com geração de caixa positivo, e que contém certa maturidade no mercado.
Múltiplos de Mercado
Através desse método, é necessário realizar uma análise comparativa de mercado, com relação ao desempenho econômico-financeiro de empresas com características similares, principalmente relacionadas a porte e setor. Essa metodologia possibilita uma análise rápida e de fácil interpretação, mas é importante se atentar a dois aspectos fundamentais: os valores devem seguir o mesmo padrão e as empresas em comparação devem ser extremamente similares, a fim de evitar divergências em relação às perspectivas futuras.
Curiosidade: Indicado para empresas com elevada concentração na carteira de clientes e/ou pertencentes a um mercado pouco concorrido.
Valor Patrimonial
Tem como base a avaliação do patrimônio líquido da empresa. Para chegar nesse valor, é necessário somar todas as contas dos seus ativos circulantes (caixa, valores a receber, despesas antecipadas etc.) e não circulantes (imóveis, máquinas, estoque etc.), e depois subtrair as dívidas e outras obrigações presentes no passivo circulante e não circulante (obrigações trabalhistas, fornecedores, tributos etc.) da organização.
Curiosidade: Indicado para empresas com baixa utilização da capacidade produtiva, pertencentes a mercados estagnados e sem perspectiva de melhora no médio e longo prazo.
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